A diversidade das tensões secundárias no Brasil e a precariedade das condições de fornecimento de energia são os responsáveis pela popularização dos estabilizadores de tensão no mercado brasileiro. Este fato tem levado ao aparecimento de um expressivo número de fabricantes, que não têm nenhum compromisso com a qualidade.
A norma NBR14373 tende a por fim nesta situação caótica, à medida que padroniza a qualidade dos equipamentos pela imposição de regras de desempenho e segurança. Mesmo assim, ela tem nivelado a qualidade destes aparelhos por baixo já que estabelece níveis mínimos de atuação. Este é o grande problema deste mercado, visto que uma grande parcela de modelos atua especificamente para corrigir aspectos de rede relacionados com oscilações de sags / swells e fickers.
Poucos modelos incorporam eficientes filtros para a atenuação de EMI / RFI e raros utilizam varistores para a proteção contra surtos.
Alguns modelos incorporam transformadores isoladores que tendem a melhorar um pouco a eficiência dos mesmos em relação a parâmetros como EMC e PSRR dos equipamentos. Por não utilizarem o conceito de saída balanceada, estes produtos não são recomendados para aplicações mais sofisticadas como de áudio e vídeo.